domingo, 29 de março de 2015

Bilac

Olavo Bilac.

Um poeta foi abordado por um comerciante na rua:

- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio. Será que poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa é banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e perguntou-lhe:

- Vendeu o sítio?!
- Nem penso mais nisso. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Nascido no Rio de Janeiro, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918) foi jornalista, poeta e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. 

Conhecido por sua dedicação à literatura infantil e, sobretudo, pela participação cívica, Bilac era um ativo republicano e nacionalista, também defensor do serviço militar obrigatório em um tempo em que o exército usufruía de grandes poderes políticos, em virtude do golpe militar de 1889. 

Bilac criou a letra do Hino à Bandeira, instituído primeiramente para circulação na Capital Federal (na época, o Rio de Janeiro), e mais tarde adotado em todo o Brasil. 

Famoso por suas fortes convicções políticas, Bilac destacou-se pela sua combativa oposição ao governo militar do marechal Floriano Peixoto. 

Em 1907 foi eleito "príncipe dos poetas brasileiros", pela revista Fon-Fon. Autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, Olavo Bilac é tido como o mais importante de nossos poetas parnasianos.

(Foto: Google)

Boris Karloff


William Henry Pratt (1887-1969), de nome artístico Boris Karloff, foi um ator britânico nascido em Londres, na Inglaterra, que atuava principalmente em filmes de terror, onde iniciou-se e projetou-se interpretando o monstro de Frankenstein em 1931.

Depois de seu último trabalho em Targets (1968), devido a graves problemas respiratórios, Boris Karloff morreu em 1969, na Inglaterra, aos 81 anos de idade.

(Foto: Google)

sábado, 28 de março de 2015

O vegetariano Bosco

Bosco, terminando de traçar sua pequena porção de salada.

Para uma saudável dieta alimentar, o esbelto João Bosco Maia Martins recomenda uma pequena porção de salada, de entrada, contendo:

1 banda de tomate;
1 banda de pimentão;
1 banda de cebola branca.

Bosco, no segundo tempo, encarando a tradicional salada de jiló.

Caso a fome não passe, ele sugere a clássica salada de jiló.

(Fotos: Raphael Viana)

Fusca


Quem possuiu um fusca, seguramente, tem muitas histórias pra contar. Eu tive três e confesso, me foram parceiros da melhor qualidade. O primeiro foi o Besouro Verde, o segundo o Fuscão e o terceiro o Fafá de Belém. Inesquecíveis, pois. 

(Fotos: Google)

Escorreito

No letreiro dessa oficina, o português escrito não é escorreito.

Diz o dicionário sobre o significado de escorreito: O que tem bom aspecto; aprumado; sem defeito. Bem-apessoado; de boa aparência. Apurado, correto: linguagem escorreita.

São antônimos de escorreito: errado, incorreto, impuro, corrupto, banal, brega, chulo e vulgar.

(Foto: Google)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Artistas


- Ontem eu fiquei pê da vida, quando vi na televisão um apresentador de programa policial chamar o bandido de “artista”.
Ô classe desrespeitada, essa nossa! 
E invadida.
Tem cabra que se diz artista, mas não desenha um ó com uma quenga! 
Como é que pode? 
Diz que faz arte conceitual... 
E é? 
Pra mim é um tremendo cara de pau. 
Ô mãezona é a Dona Arte! 
Caridosa que só. 
Abriga a alma de tudo quanto é gente desvalida. 
E a velha moda continua... 
Qual? 
A de desocupado dizer que é artista... 
Mas, tem uma ruma de artista desocupado. 
Peraí, nós, artistas, quando estamos desocupados é porque nos encontramos conversando com a inspiração. 
E é? 
É, sim. Quer dizer, quando somos artistas de vera. 
Ei, e quanto custa para ser artista? 
Às vezes, muito dinheiro... Às vezes, uma vida inteira... 
Como, assim? 
- É porque para uma vida inteira de arte não tem dinheiro que pague...

Pau no gato

Dona Chica.

Atirei o pau no gato

(Cantigas Populares)

Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu:
Miau!

quinta-feira, 26 de março de 2015

Calo


São comuns calos nos cotovelos, decorrentes do atrito repetido.

O calo é uma área dura na camada superior da pele que se torna grossa, rígida e espessa, decorrente do atrito constante em que a mesma área é submetida. 

Para tratar o calo, mais importante do que encontrar métodos eficazes para retirá-lo, será eliminar a fonte de irritação da área onde ele se forma, assim o desfazendo com relativa facilidade. 

(Foto: Google)

Prancheta

A então estudante de arquitetura e urbanismo Zilsa Santiago, à prancheta.


Nos anos 1970, os desenhos de arquitetura eram realizados na mesa de desenho, mais conhecida como prancheta, utilizando-se régua T ou paralela.

Normalmente, fazia-se o estudo preliminar em papel manteiga à lápis, para depois desenvolvê-lo em anteprojeto e finalizar o projeto executivo em papel vegetal, desenhado com penas à tinta nanquim. Usava-se, ainda, calculadora, escalímetro, esquadros, transferidor, compasso, borracha, gilete, bombril, graxa de sapato e outros apetrechos mais. 

Sendo saudosista, ou não, como era poético cometer projetos arquitetônicos e urbanísticos no risco, no traço, do desenho à mão.

(Foto: Acervo Ismael Videa)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Pavão Azul


Com seu jeito informal, o Café e Bar Pavão Azul é um ambiente bastante frequentado em Copacabana, no Rio de Janeiro. Lá, os frutos do mar compõem a maioria das opções da casa, onde se destacam o risoto de camarão, arroz de polvo e filé de linguado com batata e arroz, a casquinha de bacalhau à moda, com molho da casa. 

Sempre cheio, o Pavão Azul é uma instituição da boemia carioca, imortalizada em crônica do saudoso escritor e compositor Antônio Maria (1921-1964). 

Com sotaque chiado de carioca da gema, comenta João Bosco Maia Martins, freguês habitual do lugar: “Rapaz, as pataniscas de bacalhau são só o pitéu! E os bolim sem batata, que é pra não tirar o gosto do peixe? A receita é de família e são das irmãs portuguesas Bete e Vera. O salgado chega numa casquinha crocante, bem temperado e bem quentim, já que a caçarola não para de trabalhar um minuto, por causa do movimento que não se acaba nunca. E pra beliscar, também tem pastel de queijo com tomate seco, carne e camarão. Agora, a pedida mais bamburrada é o risoto de camarão que é farto, bem molhadim, serve tranquilamente duas pessoas e é barato que só! Pra completar, respeite a cerveja gelada e o chope bem tirado de lá! Um dia, ainda levo o Olival lá"!

(Foto: Google)

Lanchonete


Dizem que o atendimento desse estabelecimento é realizado pela porta dos fundos.

(Foto: Google)

terça-feira, 24 de março de 2015

O número 10


Apesar de não ser ímpar, o número 10 (dez) ingressou na lista dos números perfeitos. Ele representa o completo, a probidade, o todo. É tido como o número da perfeição humana.

Sendo a soma de dois números perfeitos (3 + 7 = 10), com o 10 expressamos a admiração e reconhecimento que temos por alguém (por exemplo: “Ele é 10!”). Na maioria das escolas, em que a avaliação é por conceito numérico, quem obtém nota 10, atinge o máximo.

Para a numerologia, o 10 simboliza a eternidade e a divindade, o retorno à unidade. São 10 os dedos da mão e do pé. Há gente que costuma contar nas mãos o que, aliás, era o primeiro modo de contar. 

(Foto: Google)

Nada é tudo

A pintura de Michelangelo Buonarotti, feita no teto da Capela Sistina, retrata a ideia de que Deus criou o homem e o mundo.

Pensando que nada é um conceito normalmente usado para descrever a ausência de qualquer coisa; e tudo é a totalidade ou universalidade das coisas que existem, eu cogito: Se a arte é nada, então, ela é tudo! Afinal de contas, Deus tirou ou não o mundo do nada?!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Parece que foi ontem

Fortaleza dos anos 1950.

Os irmãos Máximo e Laurinho Fiúza.

(Foto: Acervo Bitoca Fiúza)

Craque Alex

Alex e Fagner.

Pois é, fanáticos por futebol, Fagner e Zeca Baleiro pegaram e musicaram os versos de composição de Alex Souza, amigo do jogador Alex, que recentemente se despediu dos gramados.

(Foto: Acervo Raimundo Fagner)

domingo, 22 de março de 2015

Domingo


Não só porque hoje é domingo...

Grande Tota!

Tota Batista.

A festa era em Maceió e eu era o único artista que faltava chegar. Lá, já estavam Fagner, Naná, Manassés, Adelson, Peninha e outros. Haveria uma exposição de pinturas, onde Aldemir convidava a mim e ao Fagner, que faria o show musical após a abertura da nossa mostra. 


Quando desembarquei, o Tota – que estreava como produtor artístico – já me esperava. Falando alto, chamava atenção no salão de desembarque por trajar um espalhafatoso macacão tingido de vermelho e usar um negro chapéu de abas bastante longas, que sombreava seu rosto protegido por óculos escuros parecidos com um para-brisa. No caminho, ele me detalhou todos os pormenores do que aconteceria naquela noite. Um primor de organização!

Ao chegarmos ao Matsubara, hotel que apoiava nosso evento, fui apresentado à simpática Dona Nair, proprietária e gerente da casa.

- Dona Nair, esse é o Laprovitera, o artista que faltava chegar. A Dona Nair é gente fina...
- Muito obrigado pela gentileza. 

E continuou:

- Senhor Laprovitera, seja bem-vindo. É um prazer hospedá-lo. O apartamento do senhor encontra-se pronto e, por favor, o camareiro levará a sua bagagem e o conduzirá aos seus aposentos. 
- Muito obrigado, senhora. Agradeci.
- Dona Nair, então, pronto. Agora fechou o grupo! Disse Tota, enquanto rabiscava uma folha de papel almaço.
- Sim, senhor Tota. Mais alguma coisa?
- Tem, ó, Dona Nair... 
- Pois não, então me diga do que mais precisa.
- Dona Nair, é que eu passei o dia todim na correria... Será que dava pra senhora descolar um pratim de comida pra mim, que eu to mortim de fome, ó?

Dona Nair, educadamente, começou a providenciar o pedido do Tota. Eu, discretamente, o puxei de lado e comentei:

- Tota, rapaz, aqui você é um produtor de gabarito... Como é que o amigo faz um pedido tão fuleiro desse pra dona do hotel?
- Vixe, sócio, foi mal, ó? Melei...

E, como se consertasse:

- Dona Nair, olha, por favor, pode suspender a janta que a fome passou, ó?


(Foto: Acervo Tota Batista)

Basquete Cearense

Náutico Atlético Cearense, campeão infantil de 1969. 

Da direita pra esquerda. Em pé: Bolivar, Mauro Rocha, Mário Bicão, Sérgio Oi-de-Boi e Tequinha. Agachados: Camarão, Fluminense, Iran e Sérgio Gato.

(Foto: Acervo Mário Gomes Neto)

sábado, 21 de março de 2015

Turma do Círculo Militar

Casamento do Neguim Rodrigo.

Da esquerda pra direita: Feola, Monteiro, Iko, Canário, Babão, Haroldo, Paulo Castelo, Bosco, Bem-te-vi, Nego Rodrigo, Gogó, Mariinha, Laide, Jacu, Gugu, Lolô, Netinho, Paulinho e Poia.

(Foto: Acervo Rodrigo Gurgel de Oliveira)

Basquete cearense

Equipe de basquetebol infantil do Náutico,Atlético Cearense, em 1970.

Da esquerda pra direita. Em pé: Fluminense, Mauro, Bicão, Oi-de-Boi, Vilé e Bolivar. Agachados: Tequinha, Iran, Gato e Camarão.

(Foto: Zé Rosa)