domingo, 2 de agosto de 2015

Burra Preta


Se a bunda do folclórico Burra Preta já era graúda, ela se agigantava quando ele se empenava todo no espalhafatoso requebrar do seu sinuoso e feminino caminhar.

Abusado que só, o negro acinzentado Burra Preta fazia-se dono das ruas do Centro de Fortaleza, provocando algazarras por onde passasse. As vaias comiam de esmola e ele, nem aí, exagerava nos movimentos dos quadris arredondados de seu corpanzil, fazendo de conta que nem ligava para as gaiatices da cultura do Ceará Moleque. 

E assim era Burra Preta. O povo mangava, e ele desfilava o seu sucesso, fazendo história na cidade.

Moda praia


Inspirada no sol, no mar e nas curvas da mulher brasileira, a moda praia sempre foi conduzida no processo da ousadia de se mostrar o corpo.

Agora, segundo a Rita Cabelão, do Bairro Sinhá Sabóia, em Sobral, a Tereza Kuduro falou: “Pois é, deu na revista que a moda agora é biquíni com o elástico frouxo pra derrear no bumbum". 

Ô povo pra inventar!

(Foto: Google)

Pérolas de Asclepíades


"Eu vivia na esquina da Assunção com Antonio Pompeu, discutindo onde ia ser a janta, se na Toca do Coelho ou no Frango Dourado. Ninguém parecia ter pressa nenhuma, também, era todo mundo de beiço dormente de tanto chupar picolé de creme holandês, da Gelatti, tirando o gosto com cachaça! Aí sempre surgia a brilhante ideia: Vamos é pra Badalo, que tem mais futuro! Ora, e dava certim até por ser a boate próxima à praia do Náutico, onde tinha a barraca do Escorrega. Dali, também era um pulo pro Patinação Clube, onde a Milonga, a Cinquentinha e a Toinha, sempre animadíssimas, eram garantidas! E a janta? Ora, a janta... A gente ia era pro Sereia, do Deó, onde amanhecíamos entregues ao melhor caldo de cabeça de cangulo e arroz à grega de Fortaleza! Tempo bom, aquele..."

sábado, 1 de agosto de 2015

Lina Bo Bardi



"Eu tenho projetado algumas casas, mas só para pessoas que eu conheço. Tenho horror em projetar casas para madames, onde entra aquela conversa insípida em torno da discussão de como vai ser a piscina, as cortinas (...) Gostaria muito de fazer casas populares." 

A arquiteta modernista ítalo-brasileira Achillina Bo, a Lina Bo Bardi (1914-1992), que foi casada com o crítico de arte Pietro Maria Bardi projetou na arquitetura, as seguintes obras de destaque: Instituto Pietro Maria Bardi, São Paulo, 1951 - originalmente a residência do casal, o edifício é conhecido como a Casa de Vidro; Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, 1958 - considerada sua obra prima; Casa da Cultura de Pernambuco, Recife, 1963 - Não acompanhou as atividades da reforma do prédio, que abrigava a antiga detenção da cidade; Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Uberlândia- Minas Gerais, 1976; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador; Teatro Oficina, São Paulo, 1990; SESC Pompeia - Fábrica, São Paulo, 1977; Reforma do Palácio das Indústrias, São Paulo 1992 - inconclusa; Reforma do Teatro Politeama (Jundiaí), 1986 - concluído em 1996.

Além das obras de arquitetura, Lina produziu para o teatro, cinema, artes plásticas, cenografia, desenho de mobiliário, entre outros. Também participou da curadoria de diversas exposições.

Ao brilho dos sóis


Ao brilho dos sóis
(Totonho Laprovitera)

Água e sentimento,
entre pedras e relevos
dorso de mulher apaixonada
ao brilho dos sóis

Paisagem sinuosa,
fase rosa de Picasso,
encrespando no horizonte
em ziguezagues entre nós

Magia de amor,
desenhos de criança na calçada,
paixão de coração
com gosto de quero mais

E enquanto navego,
os barcos sonham
pelo humor-vítreo
do olho de Orós

(Foto: Eliseu Batista Filho​)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Imortal Dr. Sálvio Pinto


Hoje, tenho a alegria de assistir a posse do amigo Dr. Sálvio Pinto, como componente da Academia Cearense de Medicina, ocupando a cadeira de número 40, patroneada pelo Dr. Rocha Moreira.


Amigo desde a adolescência, acompanho a brilhante trajetória profissional do Dr. Sálvio do seu início. Quando estudante da UFC, já dedicava-se à Santa Casa de Misericórdia, em Fortaleza. Formado, fez residência na USP, em São Paulo, tornando-se assistente único do Dr. Fernando Gentil. Depois, foi trabalhar em Tóquio, no Japão, e em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde inteirou especialização e doutorado. Depois, voltou a morar em Fortaleza.


Simples que só, Sálvio sabe exercer o sacerdócio da medicina sem se arredar do tempo que lhe sobra para brindar a arte da convivência com seus tantos amigos.

Parabéns, Dr. Sálvio!

(Fotos: Totonho Laprovitera)

Apaixonado Bilinha


Com olhar apaixonado, o bom Bilinha bota é quente na loura, mas, ela não esquenta e lhe demonstra a maior frieza!

(Foto: Fernandão Frota)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

No shopping


No shopping da Parangaba, o introvertido Valdecir Augusto chegou para uma espilicute dona e disse: 

- Ei, moça, eu não estou encontrando minha esposa. Poderia ficar conversando com você só um pedacinho? 
- Comequié? Perguntou a senhorita, com a boca lotada de chicletes. 
- É que sempre que estou conversando com uma mulher bonita, minha esposa aparece de repente!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Carioquês na Praia de Iracema


Não faz muito tempo, em um bar da Praia de Iracema, na night, um amigo questionou o outro:

- E aí, macho véi? 
- Olha só... Beleza?
- Tudo pai d'égua!
- Só, sangue bom... 
- Macho, eu te conheço desde menino... 
- Irado, ó? E daí?
- E daí é que você nunca saiu daqui, da Praia de Iracema. Nasceu aqui, morou aqui, sempre viveu aqui... 
- Coé, mermão, pirou? Tá maluco?
- Maluco, eu?
- Aê, fala sério... 
- Tô falando, mah...
- Pô, sinistro! Que parada é essa, vai marcar bobeira?!
- Arre égua, é que eu não consigo entender esse teu jeito...
- Aê, caralho, que merda, muito foda... 
- Respeite, que chiado escroto! 
- Aê, mané, tu tá boladão pra porra, mermão...
- Diabeísso, pra que esse sotaque carioca tão fuleiro?! 
- Ora, bolas, é o estilo maneiro de me expressar... 
- Aí dento! 
- Aê, dá não, ó? Vou vazar... Finalizou o inquirido, com todo o vigor do seu carioquês!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Bar do Val


O Papelin me contou que uma bela e formosa moça, amiga do paraibano Osmilton, muito dada e batalhadora que só, ligou pra ele e perguntou:

- Pará, você conhece o Bar do Val?
- Sim, conheço. Por que?
- Lá é bom pra ganhar dinheiro?
- Bem, eu sei que lá é bom é pra gastar!

Privacidade


Essa espécie de cortina serve para resguardar a privacidade e assegurar o anonimato dos usuários de um pequeno motel do Centro da cidade.

(Foto: Totonho Laprovitera)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Aí mente!

Negrita e Chico.

Comunicado por telefone, pelo amigo Cacau, que na oficina do Negrita havia chegado um sujeito que mentia mais do que ele, Chico Macaco rogou:

- Cacau, segura o homem aí que estou chegando! 

Resumindo, Chico manteve-se na hegemonia do cinturão de ouro da categoria.

domingo, 26 de julho de 2015

Raimundo Baixinho


Conta-me Ricardo Lincoln Barreira, meu amigo Barreirinha, que Raimundo Baixinho era um faz-tudo que morava na fazenda da família dele, em Quixadá.

“100% analfabeto, por quem meu pai tinha uma carinho especial. Na construção de um banheiro na dita fazenda, ele deixou a ‘cabeça’ da manilha quase um metro acima do piso e quando papai perguntou: 

- Raimundo, a que altura ficará o sanitário?

Ele respondeu: 

- Calma, Doutor, ainda falta os dregau.”

Por uma boa causa


Ô povo pra inventar moda! Pois não é que a nova mania online é segurar uma Coca-Cola entre os peitos por uma boa causa!

(Foto: Google)

García Lorca


Federico del Sagrado Corazón de Jesús García Lorca, ou, simplesmente, Federico García Lorca (1898-1936), foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola, que, segundo algumas versões, teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade. Lorca foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista.

Atribui-se à eliminação de García Lorca como parte de uma campanha de assassinatos em massa para excluir adeptos da Frente Popular Marxista. No entanto, argumenta-se que García Lorca era apolítico e tinha muitos amigos em ambos os campos republicanos e nacionalistas. Muitos anticomunistas eram simpáticos a Lorca ou assistiram a ele. 

(Foto: Google)

Fastioso Bosco


Seguramente, a expressão "dali não sai nada, é osso duro de roer", não se aplica ao apetite voraz do fastioso Bosco.

Em tempo: Bosco tem dito que se encontra em rigorosa dieta alimentar.

(Fotos: Kaka Luna)

sábado, 25 de julho de 2015

No cabeleireiro


Samanta e Ariane, do Bairro Henrique Jorge, se encontraram no cabeleireiro e começaram a conversar:

- Menina, como você tá diferente! Cortou o cabelo, tá moderna! 
- Pois é... 
- Nossa, poderosa! Tá mais magra, bonita! Como você emagreceu! 
- Pois é... Perdi quinze quilos! 
- Quinze quilos?!
- É, eu tive de retirar um rim! 
- Nossa, eu não sabia que um rim pesava tanto...
- Ãh?
- Mas, querida, você está ótima!
- Ô, obrigada. 
- A pele, uma porcelana! Qual é o seu protetor? 
- São Francisco de Assis.
- O tempo tem feito muito bem à você.
- Ah, tenho procurado me cuidar.
- E qual é o segredo pra chegar nesta idade assim, sem um fio de cabelo branco? 
- Pinto de preto. 
- Amiga, me passa já o telefone desse moreno!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Bacorinha


Não que tenha nascido uma beldade de criança, mas quando Maria do Rosário foi adolescendo, foi desabonitando e tomando umas proporções pra lá de avantajadas. Não tardou ser apelidada de Bacorinha, alcunha que deve carregar até hoje.

Quando Bacorinha foi trabalhar na casa do Manelzinho, na rua José Lourenço, em Fortaleza, logo conheceu e caiu nas graças da turma da DEPRA. Pra vocês terem ideia do espírito do pessoal, reparem só o que significa a sigla: Departamento Estadual da Putaria da Raça Alcoólica. 

Apesar da sua exótica aparência física, Bacorinha foi bastante disputada pelos rapazes, mas coube o prêmio da sua castidade ao jovem Bolinha, que possuía um papo de convencer um bode a tomar banho e ainda pedir shampoo. Aberto o caminho, filas e mais filas se formaram para o deleite com a moça. E para os encontros amorosos, não tinha lugar certo, não. Tanto podia ser no corredor como na casinha do motor do baixo prédio de apartamentos em que ela morava e labutava. Certa vez, Valtinho quase que rola suas partes, quando estava na tal casinha e o traquino Chiquinho ligou o motor! Foi um Deus nos acuda! Os mais experientes, espalhavam areia no hall de entrada do edifício para, assim, ouvirem melhor o arrastar dos passos dos adentrantes. E por aí, iam as arrumações da negada...

Passados os tempos, eis que me deparo com Bolinha e ele me pergunta sobre as meninas da Zé Lourenço: Auremir, Aurélia (a Lady Juli), Maria Paraíba e, é claro, a Bacorinha! Não soube lhe responder, mas, na ponta da língua, o Chiquinho deu o paradeiro de todas elas. 

Segundo Bolinha, a saudosa Bacorinha merecia uma homenagem pela grande contribuição que ela prestou aos imberbes petizes da Aldeota, na iniciação de seus incursos sexuais. “Um monumento em algum espaço público, talvez”, sugere Bolinha. “Amigo, se for pela trajetória da moça, haja saca de cimento para erigir o obelisco”, comentou Cabo Chico.

"Obelisco... Pois tá... É cada apelido"... Finalizou Bolinha.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Chico Pio em João Pessoa


Giovane arrumou um show para o Chico Pio, em João Pessoa, na Paraíba. Contudo, de lá, ele despachou o convite dizendo que quando o Chico chegasse lá ele reembolsaria as despesas de viagem e pagaria o cachê da sua apresentação. Chico, que estava com o caixa baixo, pegou uma grana emprestada com Carlinhos Papai para a aquisição da passagem de ônibus. Aí, deu certo, Chico foi a João Pessoa, realizou o show e fez sucesso.

Assim que voltou para Fortaleza, Chico me ligou para contar como havia sido a peripécia. 

- Parceiro, foi bom demais!
- Foi, Chico?
- Foi não, foi?! Casa lotada, grana adiantada e sem choro, bebida, rango, mulheres... 
- Êita, que bombou!
- Ora, se não! 
- Pra ver como são as coisas, Chico, valeu a pena você ter ido. 
- A ida foi aquela luta, né? Mas, até Roberto Carlos já passou por isso e, além do mais, eu estava de férias, com tempo pra me aventurar, quer dizer, tudo pela música, né?
- É...
- Agora, eu cheguei na rodoviária daqui de Fortaleza e comprei a passagem. Aí, sobrou um troco e eu não tive dúvida, comprei um livrinho para eu ir lendo no ônibus até João Pessoa.
- E o que você foi lendo até lá?
- Bem, como a grana do troco era pequena, só deu para eu comprar um livrinho daqueles de tabuada. 
- Foi até lá lendo a tabuada?!
- Exato, parceiro, sempre gostei de aritmética e nunca é demais estudar os números!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Roberto Carlos e Raimundo Fagner


Roberto Carlos e Raimundo Fagner, em 1977, com Peixoto e seu sócio Zé Augusto, representantes da CBS Discos.

A foto registra o Rei sendo conduzido pelo Fagner ao aeroporto de Fortaleza. No carro, quem estava à espera dos dois era o saudoso Petrúcio Maia, a quem Roberto se encantou com o seu papo genial. 

Pois é, foto boa é aquela que conta uma história. Dei valor.

(Foto: Acervo Clóvis Neto)